quinta-feira, 16 de junho de 2011

The importance of being alone...


No Sábado estava um dia de sol no Estoril. Falei com familia e amigos que me informaram que em casa estava mau para o bronze. Era só isto que precisava de ouvir para decidida me encaminhar para a praia. Levantei-me tarde e ainda assim só dormi umas miseras 4 horas. Desci à sala da casa onde estava e encontravam-se já os meus convivas em modo pequeno almoço inglês. Insistiram que ficasse por ali mas é sabido que não consigo ficar muito tempo no mesmo sitio... E então entrei no modo que mais gosto: solidão, a minha solidão, num sitio que não meu.
Adoro o Estoril, recordo as dezenas de vezes que lá fui mas a verdade é que ficava sempre no mesmo hotel, mais tarde na mesma casa e em outras ocasiões deslocava-me de carro. Ora eu sabia que a praia estava por perto mas não tão perto. Caminhei perdida pelas ruas, sem vontade nenhuma de pedir indicações. Haverá uma sensação de liberdade maior do que esta?
Depois de alguns tropeções e caminhos menos próprios cheguei à marginal. Virei sem pressa para a minha direita desconhecendo de todo onde estava. Always turn right. A unica coisa que lamentei foi não ter comigo a minha música, mas dado o estado da minha cabeça de 4 horas mal dormidas talvez fosse melhor assim. E nesse passo lento e aventureiro cheguei a esta praia que não lembro o nome. Escondida por casas e pedras, esta pequena baía pareceu-me o paraíso. Estendi a minha toalha e sem olhar duas vezes fui arriscar os meus dentinhos nas rochas, caminhando sem chinelos, mergulhando e voltando a subir entre escorregões. Sabia que nunca na vida me deixariam fazer aquilo (pais/ amigos/ namorado/ irmãos). Senti-me como a miuda que rouba a bolacha e a come atrás do sofá com os pais lá sentados a ver tv. Senti-me livre, senti-me feliz.
E já mencionei no outro blog que este fim de semana foi muito bom, que as pessoas que me acompanharam foram fantásticas e que me diverti imenso. Mas a Raquel só é verdadeiramente ali. Consigo própria a trepar rochedos escorregadios. Sem ninguém a observar a não ser a sua própria consciência. E sem cinismos o digo porque quem me conhece e quem me gosta o sabe: não há melhor companhia para mim do que eu própria.

7 comentários:

Plim disse...

Adoro estar sozinha e vaguear por onde quero, nem que seja em pensamentos. Isso jamais implica estar só! =)

JoanaGL disse...

Ah Raquel, como gosto de ler o que escreves!
E como te compreendo, adoro estar só, comigo própria.

Ou fechada num quarto com a música nas alturas a fazer vibrar todas as minhas células, ou ir no carro, viajar e viajar sozinha km e km, eu e a minha cabeça, os meus pensamentos e as minhas decisoes, gritar, chorar e rir, sozinha, adoro a minha companhia.

Como tb adoro multidao, festa e confusão :P

Beijinhos, e quem me dera ter tido o teu fdsmana pertinho da praia ♥

Marina disse...

Como compreendo cada palavra escrita...!!!

Raquel Fernandes disse...

Por várias razões compreendes. Por seres parecida e por termos crescido juntas na nossa toquinha muito unica ;)

Jo, the carrot disse...

adoro ir para uma praia deserta sozinha. adoro estar à noite no meu cantinho sozinha, na minha varanda a fumar lentamente o ultimo cigarro. é nesses momentos connosco proprios que nos reconhecemos e que fazemos Reset. :)

Joana Isabel Santos disse...

Tb adoro o Estoril e Cascais...adoro esta praia...e há momentos em que tb adoro estar sozinha!! ;)

Mint Julep disse...

Vim aqui parar por outro blog, um post sobre a beleza da solidão. E como te compreendo, eu sou eu quando estou sózinha, com as minhas ideias, os meus pensamentos, e resolvo-me tanto nas conversas que tenho comigo própria quando estou só. Acho que vou fiar fã do teu blog!! Visita-me se quiseres.