sábado, 5 de dezembro de 2009

Uma benfiquista/ vitoriana no meio dos Super Dragões


What can I say... Eu sempre disse que ir à bola era acima de tudo uma experiência antropológica, principalmente quando se vê jogos do Vitória de Guimarães em que todos têm um Afonso tatuado no corpo, qual Deus qual carapuça. No Afonso Henriques já vi de tudo, derrotas, empates e vitórias, jogos contra grandes, contra pequenos, crianças de 3 anos a chorar sem parar porque o Vitória não conseguia marcar um golo, idosos a arrancarem cadeiras e a cuspirem aos árbitros e uniformemente uma massa de gente que sente o Guimarães como uma nação e vivem cada jogo como se fosse o último, não sendo raras as sessões de violência e nem falo em claques porque todos os vitorianos são claque. Ora o que eu nunca vi no Afonso Henriques foi um jogo na bancada do adversário principalmente desse famigerado grupo que eu desprezo profundamente: Os Super Dragões.

Por muito que eu goste de experiências novas, não foi por opção minha ou aliás foi por falta de outras opções. Estava com amigos do Porto e por isso toca a ir ter ao sitio onde chegavam as camionetas dos super dragões pois lá estavam os nossos bilhetes meios aldrabados e nossa garantia de entrada no estádio. Bem.... Para começar as camionetas vinham no minimo com mais 100% da lotação prevista e inteirei-me logo que passaram tão mal lá dentro na viagem que tiveram necessidade de partir os vidros por dentro para conseguirem respirar... Lá vinham eles de brinco à CR9 na orelha e sem uns quantos dentinhos essenciais a saírem a conta gotas da camioneta pois a polícia de choque fez-lhes logo ali uma revista total. Garanto-vos que não serviu de muito porque muitos vieram cá para fora de charro na boca e cerveja na mão e petardos foi coisa que não faltou durante o jogo. Também fiquei a saber que mesmo antes de saírem das Antas já tinham havido detenções por se terem pegado à porrada uns com uns outros. Explicaram-me mais tarde que isso era o aquecimento para o jogo... Então está bem... Pelo contrário quando havia um golo tudo se abraçava e beijava e garantindo que muitos deles nem se conhecem, acho que para além de ser uma atitude muito gay, deve ser a forma mais eficaz neste país de se transmitir gripe A. E lá fiquei eu quase 80 minutos... Ainda caí duas vezes da cadeira onde estava de pé, uma por medo de um petardo outra arrastada pela massa de gente que fugia da polícia de choque. Sim, porque quando marcaram o terceiro golo lançaram tantos petardos e tantas cadeiras que a polícia teve de intervir e ainda vi um miudito, não tinha mais de 6 anos, ser carregado em ombros a sangrar pelo seu equipamento do Porto acima. No fim ainda conseguiram invadir o estádio e não contentes com os 4 golos ainda perseguiram os próprios jogadores para lhes arrancarem as camisolas... Sei que as outras claques não são muito diferentes, mas eu nunca tinha estado no meio de uma a cantar a plenos pulmões o hino do Vitória distorcido de forma ofensiva. Aliás, enquanto na rua a caminhar para o estádio escoltados pela polícia, bastava aparecer uma velhinha à janela para a insultarem de p*** para cima. Animais? Sim. Mas também compreende-se, afinal o líder deles é um Macaco.

sábado, 28 de novembro de 2009

Há malucos para tudo....

Ontem na sala de espera de um médico de especialidade dúbia, trocavam-se conversas e intimidades só possiveis neste tipo de situações. Não posso revelar o conteúdo da maior parte delas, porque de tão inusitadamente pessoais chocariam o mais sereno dos leitores. Basta dizer que estava com a minha madrasta (9 anos + velha do que eu) e que nas sete horas que estivemos naquela sala de espera, quase perdemos o fôlego de tanto falar. E enquanto a minha madrasta aproveitava para disferir pancadas nas costas e nos braços de qualquer pessoa que dizia uma piada, qual anti-stress, eu entre gargalhadas e o ar mais composto que consegui fazer contava às senhoras presentes (quando senhores estavam limitavamo-nos a falar de comida e mortes) as minhas experiências com vibradores e afins que apesar de metade inventadas provocavam nas senhoras e principalmente em mim um prazer brutal só de olhar para as suas carinhas. A conversa evoluiu naturalmente para a troca de vivências e coro só de contar o que essas senhoras me contaram. Juro que aquelas sete horas compactadas numa longa metragem de duas horas seriam de maior interesse desde o cineasta ou antropológo ao historiador. Depois de se contarem rotinas de higiene vaginais, a frequência com que os marido os procurava para sexo e afins (imaginem os afins) chegámos ao cerne da questão... O motivo pelo qual estavamos naquela sala de espera que nem era de um ginecologista. Ora que fala a vozinha até agora histérica da senhora/ saco de porrada da minha madrasta, e conta-nos que está ali porque tem medo de comer carne. Medo??? Sim, medo de se engasgar. Só come carne picada ou salsichas e ainda assim tem de ser com o marido ao lado porque sabe que só ele é forte suficiente para lhe dar uma pancada nas costas e a fazer cuspir o bocado enganador. Ora... Se eu achava que duas dondocas de Guimarães que vão para a sala de espera de um consultório médico contar uma vida imaginária misturada com as maiores das verdades (tudo o que possa chocar mais os presentes)são na realidade umas idiotas em part-time sem nada para fazer (and yes, that's me), depois de ouvir aquela mulher a contar o quanto adora carne e não come porque acha que se vai engasgar e morrer... Que Diabo. Há mesmo malucos para tudo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Last but not least

Vi este filme este Junho em Marrocos. E quando acabou, voltei a vê-lo. Talvez nem todas as pessoas o possam apreciar, mas mim, emcantou-me particularmente esta cena. Melodramática de forma tão tarantina... Sexy e mórbida como só ele sabe fazer... Enjoy!

My Passion: Soundtracks!!!

Some more musica from Soundtracks. Moulin Rouge - Roxanne (How sad is this song???), the classic from Morricone and Sergo Leone: Once Uppon a Time in The West. And the beautifull ending from Man on Fire, a film that has poor content but an amazing form, musica included. Hope you all like ;)





I'M BACK

Sorry to all who follow this blog... Because of the facebookmania, and because I have there a good part of mu good friends I'm being quite selfish and only sharing my little pearls with them. So here it goes...

New song, once more from the Nip/Tuck soundtrack. So pretty... These days I feel like this song. Can anyone see where? KISSES



I was of poor folk
But my mother had a rabbit fur coat
And a girl of less character pushed her down the L.A. River
Hand over that rabbit fur coat

She put a knife to her throat
Hand over that rabbit fur coat
When my ma refused, the girl kicked dirt on her blouse
Stay away from my mansion house

My mother really suffered for that
Spent her life in a gold plated body cast
Now, you ask, did she get that girl back?
She paid a visit to that mansion house

She knew the girl was not there
But her father was in cufflinks with slicked-back black hair
He invited her in, they never sang a note
But she took off that rabbit fur coat

And who do you think came home?
Miss so and so
She took one look at my ma and what did she say?
""Why are you stealing from my mansion house?""

No, I'm in love with Mr. so and so
He invited me in, I'm a girl no more
Then she dragged my ma out by her throat
Hand over that rabbit fur coat

Let's move ahead twenty years, shall we?
She was waitressing on welfare, we were living in the valley
A lady says to my ma you treat your girl as your spouse
You can live in a mansion house

And so we did
And I became a 100.000 dollar kid
When I was old enough to realize, wiped the dust from my mother's eyes
It's all this for that rabbit fur coat

But I'm not bitter about it
I've packed up my things and let them have at it
And the fortune faded, as fortunes often do
And so did that mansion house

Where my ma is now, I don't know
She was living in her car, I was living on the road
And I hear she's putting that stuff up her nose
And still wearing that rabbit fur coat

But mostly I'm a hypocrite
I sing songs about the deficit
But when I sell out and leave Omaha, what will I get?
A mansion house and a rabbit fur coat

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Feniletilamina

Lucia Etxebarria é desde há alguns anos a minha escritora feminina favorita. E apesar, de entre choque saber que ela detesta a escrita do meu escritor favorito: Paul Auster, não vou deixar de admirar a forma como ela descreve e tão bem as mulheres, principalmente aquelas como eu, que não andam em linha recta. Esta é uma das crónicas que mais gosto:

Euforia. Tormento. Noches en vela. Días inactivos. Sueña despierta delante del ordenador. Se olvido el bolso en el supermercado. Sigue de largo donde debería doblar. Habla en voz alta mientras camina sola. Planea lo que le diría, o lo que debería hacer dicho. Lo que le dirá en el próximo encuentro. Corre riesgos estúpidos. Dice tonterías. Se ríe demasiado. Habla de lo que no debe. Revela secretos. Pasea de madrugada. Algo que dijo él aún le resuena en los oídos. Ve su sonrisa si cierra los ojos. Atesora las entradas de las películas que vieron. ¿Qué pensaría del libro que esta leyendo? Un perfume despierta un sinfín de recuerdos. Una canción le provoca sollozos. Y duerme, calcula, unas cuatro horas por noche.


“Esta violenta perturbación emocional (desórdenes de la atención, conexiones intrusitas, hipersensibilidad y exaltación, cuadros de ansiedad) se inicia en una pequeña molécula llamada feniletilamina (FEA), que se encuentra al final de algunas células nerviosas y ayuda al impulso de saltar de una neurona a la siguiente. Es una anfetamina natural que se acumula en el sistema límbico, del centro emocional del cerebro. El sentimiento de amor – lee – puede resultar de la inundación de FEA y otros estimulantes naturales que saturan el cerebro, transformando los sentidos y alternando la realidad”


Pierde el apetito, pero a veces asalta la nevera a las seis de la mañana. Cree reconocerlo en la oscuridad de los bares y luego se da cuenta de que se ha equivocado. Escribe su nombre en servilletas sucias, y le tiemblan las manos si descuelga el teléfono. El pulso de la sangre resuena en los oídos. Una llamada podría abrir las puertas del cielo. El grifo de la ducha se queda siempre abierto. Acaricia a los niños en el autobús y a los perros sarnosos que cruzan las aceras. Si camina a su lado, siempre piensa que cae y tiene que recordar como diablos se camina. Se cambia de ropa delante del espejo setenta y siete veces antes de cada cita. Se descubre imitando gestos que le ha copiado. Repitiendo sus frases en las conversaciones.


“Tras algunas semanas de administración de inhibidores de la MAO – lee – un hombre perpetuamente enfermo de pasión comenzó a tomar con más calma sus relaciones de pareja y pudo incluso vivir con bienestar. Aparentemente ya no anhelaba la respuesta de FEA. Este paciente hacía años que estaba en terapia. Sin embargo parece que hasta que no se administró ayuda química fue incapaz de alicar lo que había descubierto debido a su irrefrenable respuesta emocional.”


Bebe demasiado. Come chocolate. Deja las llaves puestas en la cerradura. Cuando duerme sola se abraza a la almohada. Sopesa cada instante del tiempo compartido. Se sabe de memoria su talla de jersey. De pantalones, camisas, calcetines y botas. Llama a su casa cuando sabe que no está. Paladea su voz en el contestador. Le obsesiona el color de su ropa interior, y se pone una falda, la primera en un año. Enumera sus fallos para no idealizarle. Y acaba por pensar que iluminan sus virtudes. Nada setenta largos. No para a descansar. Intenta pensar sólo en las brazadas y en el aua. Sale tiritando y no consigue olvidarse. Lee libros de autoayuda que no le gustarían. Con las novelas tristes llora a moco tendido. Habla sola en el metro, o con desconocidos. Se ha pintado de negro las uñas de los pies. Nunca llega a tiempo a una sola cita. Grita como una loca bajo el chorro del agua. Al menor de sus gestos se le congela el pulso. Escribe cartas absurdas que nunca le ha enviado. Redacta tonterías sin pies ni cabeza. Sospecha que la química no haría nada por ella.

in Nós, que somos diferentes das outras

domingo, 2 de agosto de 2009

Sussurros do sexo + forte: As ex...

A par de outras actividades escrevo uma coluna para uma revista masculina. Fala-se de sexo, amor e relações intimas. Aqui no blog transcrevo um desses textos. Quero feedback meninos....


Falemos de coisas más… Ou talvez não… Ex-namoradas, relacionamentos anteriores, traições, separações e recaídas. O som destas expressões traz uma dor de cabeça aguda à maior parte
dos homens que conheço… Mas cada pessoa, com a sua bagagem emocional individual, reage de forma diferente à delicada situação de passar de mais que tudo a menos que nada.
Pode-se no entanto separar em três grupos os tipos de ex-namoradas. Existem aquelas que vocês nunca mais vão ter contacto, que evitam inclusive olhar nos olhos se se cruzarem na rua. Estas ex-namoradas são normalmente fruto de uma separação problemática, resultante da traição de um ou de outro ou então ainda pior… Do típico e aborrecido caso em que um dos dois está muito mais comprometido na relação que o outro o que faz com que a separação se resuma a três fases: implorar para que voltem, sentimento de humilhação e raiva, ódio e a promessa de que nunca mais lhe falarão. Esta situação, apesar de estar mais associada às mulheres, aplica-se aos dois sexos, porque um coração partido e pior do que isso, humilhado, é algo que ninguém, homem ou mulher, é capaz de lidar.
Depois existem as ex-namoradas opostas a estas. Mulheres com quem vocês depois de terem uma relação, conseguem continuar a conversar, e apesar de não manterem uma relação muito íntima, mantêm aquele que pode ser considerado o entendimento mais saudável entre duas pessoas que já tiveram um relacionamento amoroso. Normalmente este tipo de ex-namoradas, são pessoas com cuja a relação era baseada numa grande amizade e independente dos problemas de balneário que possam ter tido, hoje conseguem olhar um para o outro sem ressentimentos. Sem a possibilidade de futuras recaídas, é até possível que sejam apresentados ao novo homem da vida delas, algo que vocês encaram nos primeiros minutos com estranheza, mas depois com um misto de felicidade e sentimento paternal.
O último grupo de ex-namoradas são aquelas que são mais perigosas nas vossas vidas… Estamos a falar de relações intensas, que terminaram de forma súbita, muita vezes mal resolvida e que já reataram e voltaram a terminar várias vezes. Estas mulheres, podem até não ser as mulheres das vossas vidas, mas são certamente, até que encontrem algo mais intenso, aquelas com quem não conseguem deixar de estar. E não adianta fazerem juras de silêncio, de prometerem mutuamente que nunca mais vão estar juntos e que vão permitir que cada um viva a sua vida, pois basta um encontro fortuito, duas três palavras trocadas ao ouvido ou uma chamada mais emocional para que todas as juras caiam por terra e vocês, naturalmente, nos braços um do outro. E porquê que são perigosas? Porque manter este tipo de intimidade por alguém cuja relação não funcionou, faz com que fiquem muitas vezes agarrados a um passado que anula o vosso futuro e que aniquila as possibilidades de começarem algo novo com alguém. E se vos posso garantir que o sexo de reconciliação, ou uma simples recaída, é dos melhores momentos que vocês podem ter, também vos alerto para que uma noite nunca é só uma noite…
Principalmente com alguém a quem já chamaram meu amor.

sábado, 20 de junho de 2009

England Redux - Open letter

After 9 months (well... 2 months in Portugal and another 1 on vacation...), my stay in England has come to an end. And like anything else in my life, it is time for a little reflection.
It was difficult: many sleepless nights, many tears, many saudade (unique portuguese word that means the feeling of missing something or someone). The country and its habits are very different to what I'm used to. Only now, I can understand why I am, and have always been a latin woman. I talk loud, i complain a lot, I'm the most bohemian person in my department and maybe the only one that never went to the library. Still... I learned more than I ever imagined. From all the differences, the difficulties, the homesickness and the new experiences.
It was fun: I partied like hell, 5 de mayo almost every weekend. I traveled around Europe and I met friends that came from all over the world. I didn't need to study too much to have good marks, but I am sure that I learned a lot about my beloved cinema. I saw lots of movies, i made my own. I got to know different tastes, smells and textures. Some I liked, some I didn't. With all I learned.

Things I won't miss:

- The weather (this is obvious)
- The non-existence of napkins
- The rudeness of some waitresses that refuse to give me drinks after 3 am
- The lack of spontaneity from most of the people I met
- The bad journalism

Things I will miss:

- Being drunk at 5 in the afternoon
- Watching films right after they are released
- The british puntuality (Tom's not included)
- The department and the teachers (even though I skipped a quarter of the classes)

And above all.... I'll miss A, B, C, F, J, S and T among many others.

It is time to say good luck. For all of us. Bem hajam.

R.

sábado, 2 de maio de 2009

Luísa on Fire!

Mais uma vez um dos meus descendentes a mostrar a sua raça. Não são os primeiros passos, mas a Luisinha com 12 meses apenas a mostrar ao mundo como se anda.... Miss my babies....
video

sábado, 18 de abril de 2009

Fitas e mais fitas....

Depois de alguma contabilidade concluí que estes últimos meses andei a ver muitos filme. Nada de anormal se pensarmos que estudo cinema, mas tendo em conta que estive as últimas 4 semanas de férias em Portugal apenas de papo virado para o ar a apanhar sol e a beber caipiroscas a coisa até se torna mais ou menos notável. Tirando uns 15 filmes que vi no contexto universitário (filmes cuja banda sonora vale por si só, retrospectiva Japão dos anos 50, Hong Kong anos 90, França actual, Irão actual e por aí fora....) e que apenas salvaguardo o Chungking Express de Kai War Wong, por ter mexido qualquer coisa cá dentro, prefiro falar de filmes que vi por iniciativa própria, seja em idas ao cinema ou aluguer de DVD (pirata, eu? NUNCA!)



Aqui vão alguns que me lembro e uma injusta (por ser tão redutiva) avaliação de 0 a 20.

- Bride's War (12)
- Choke (15)
- Burn After Reading (12)
- No Country for Old Man (17)
- Young Victoria (15)
- The Duchess (14)
- He is just not that into you (13)
- Two Lovers (16)
- My best friend's girlfriend (14)
- The Wrestler (16)
- Little Children (15)
- Vicky Cristina Barcelona (15)
- Doubt (16)
- Slumdog Millionaire (15)
- The Curious Case of Benjamin Button (14)
- Milk (18)
- Confessions of a Shopaholic (12)
- The Reader (14)
- Camino (16)

Mankind is no Island....

Eu já conhecia, mas deixo aqui a sugestão de um fiel (e anónimo) leitor:

Deixo-te aqui um filme digno do teu blog em que o seu orçamento não passou dos 40$. Mas ganhou o Tropfest, e como tu deves saber, é o maior festival de curtas metragens do mundo. O Tropfest deixou Sydney onde se realizava há já 17 anos e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. Este foi o filme vencedor, feito com a simples câmera de um telemóvel, "Mankind Is No Island".

sábado, 21 de fevereiro de 2009

81st Academy Awards


Pela primeira vez em muitos anos consegui o impensável que foi ver praticamente todos os filmes nomeados aos Oscars nas diferentes categorias. Dois motivos: 1º porque estudo cinema. 2º porque vivo em Inglaterra onde os filmes estreiam praticamente ao mesmo tempo que nos EUA (apesar do Benjamin Button ter estreado primeiro em Portugal do que aqui... vai se lá saber...).

Ao observar os nomeados 2008 não foi um grande ano para filmes. Não há nenhum nome que se destaque, motivo pelo qual talvez exista tanta euforia à volta de Slumdog Millionaire um filme que até podia ser bom, mas não é. Se calhar bastava mudar os 10 minutos finais e segundo o que constatei nos circulos cinematográficos onde me movo, esta é uma opinião generalizada. Mudava-se o final irritantemente feliz e até podia ser que nos esquecessemos dos mil e um cliches e a constante falta de verosimilhança que contituem as duas primeiras horas de filme. Danny Boyle também não é um grande realizador, o trabalho que mais gosto dele é o Transpotting, o único onde acredito genuinamente que ele não se perdeu no argumento como aconteceu nitidamente no The Beach.

Falando em campeões de nomeações temos The Curious Case of Benjamin Button, outra desilusão. Este filme tem um óptimo trailer, que deixa água na boca. Mas é só isso. Eu tenho um problema com filmes excessivamente longos, principalmente quando me canso de os ver depois da primeira hora. E o Button... Eu depositava esperanças em David Ficnher e achei que esta podia ser oportunidade de ouro, talvez até receba o Oscar pelo conjunto de trabalhos anteriores, mas.... Este filme do mesmo argumentista do grande Forrest Gump não é mais do que uma história fantasiosa, com pouca consistência e com muitas e estranhas semelhanças com o Run Forrest Run!

The Reader, tem a fabulosa Kate Winslet que com tantas nomeações, não me parece que desta vez lhe escape a estatueta... Mas mais uma vez lá vêm os meus "issues" cinematográficos e que me deixaram imediamente de pé atrás com este filme. Numa Alemanha pós Nazi, toda a gente fala inglês, e ainda por cima com uma tentiva de sotaque alemão só mesmo para irritar. Odeio, odeio, odeio a falta de compromisso que as produções cinematográficas têm com a lingua que deve ser falada no âmbito das historias em questão. O mesmo acontece em Slumdog.... O mesmo continuará a acontecer. E para mim filmes assim, nunca poderão ser grandes filmes. Para além disso The Reader desilude pela falta de consistência nas personagens e um argumento quemerecia ser melhor trabalhado.

Kate Winslet poderá ter pela frente Meryl Streep, que na sua 15ª nomeação constitui o fabuloso elenco de Doubt, um filme aparentemente simples do qual gostei muito. Frost/ Nixon não vi, li más e boas criticas mas dele não vou falar sem ter uma opinião sustentada. A verdade é: não vi porque não me atraiu. E isso parece-me motivo suficiente para não ser o filme do ano.

Chegamos a Milk. Eu adorei Milk. Gus Van Sant é um fabuloso realizador independente que merece o Oscar e o filme, sem ser pretencioso ao contrário dos outros mencionados, conta com uma fidelidade perturbante a história real de Harvey Milk que Sean Penn interpreta de forma fenomenal. Um segundo Oscar para este senhor por favor. É tudo que peço este ano a esta respeitosa (às vezes) Academia.

Secundários: Heath Ledger, sem dúvida. Pode até não ser o melhor, mas toda a gente gosta de uma boa homenagem a puxar à lágrima. Cá entre nós: ele até merece. Nas senhoras divido-me entre Amy Adams, brilhante em Doubt e Penelope Cruz que sem ter uma interpretação de luxo, dava o Oscar na única categoria a que este filme está nomeado. E Vicky Cristina Barcelona merece um Oscar, pelo menos no contexto cinematográfico de 2008.

Melhor filme animado, sem grandes surpresas e sem grandes filmes o Oscar irá para Wall-E, aposto 100 libras com que quiser! Nos argumentos, a minha categoria favorita, original deverá ir para Milk e Adaptado.... Para mim a grande dúvida noite... Talvez nesta categoria Slumdog Millionaire seja um justo vencedor, assim como Benjamin Button, filme de 3 horas adaptado de uma short story.

Como sempre que ganhe o melhor, o que nem sempre acontece... Mas mesmo sabendo disso e com a Industria a atroplear a passos largos a Arte eu continuo fascinada por esta cerimónia, senão mais curiosa com os vestidos, com os discursos e já agora... Com Hugh Jackman... Como será que este caramelo australiano se vai sair???

Amanhã a partir da uma da madrugada na ABC.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bloody Snow

Eu sei.... Toda a gente vê as fotografias e diz: que lindo, tudo tão branquinho, que sorte estar rodeado de um cenário tão bonito. Para que fique claro: este é um cenário lindo, comovente até, quando se está em casa, com uma mantinha nas pernas, a beber um copo de vinho. Em contrapartida, para quem a vida continua de forma normal, a neve está a revelar-se um inferno vestido de branco na minha vida. Não há autocarros, os taxis recusam-se a vir à área onde vivo por ter muita neve na estrada, os stocks estão a acabar-se nos supermercados e por consequência a minha vida social fica reduzida a muito pouco. Estou literalmente presa em casa, não pude ir ao jantar de anos de uma amiga e corro sérios riscos de perder a minha viagem para Portugal na próxima semana uma vez que, surpresa das surpresas, a linha de comboios está cortada e os voos a serem cancelados. Por isso.... Eu fico aqui com a minha garrafa de champanhe (coisa que ainda havia no supermercado) a curtir a minha sexta feira (forçosamente) de movies night e vocês fiquem com as fotos da odiosa neve nesta pacata cidade chamada Bristol.




(Pictures from BBC Bristol)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

My Top 10 TV Shows of 2008

- How I Met Your Mother
- Tudors
- Lost
- Entourage
- Californication
- Brothers and Sisters
- Grey's Anatomy
- Gossip Girl
- Private Practice
- Dexter