Sábado, 20 de Junho de 2009

England Redux - Open letter

After 9 months (well... 2 months in Portugal and another 1 on vacation...), my stay in England has come to an end. And like anything else in my life, it is time for a little reflection.
It was difficult: many sleepless nights, many tears, many saudade (unique portuguese word that means the feeling of missing something or someone). The country and its habits are very different to what I'm used to. Only now, I can understand why I am, and have always been a latin woman. I talk loud, i complain a lot, I'm the most bohemian person in my department and maybe the only one that never went to the library. Still... I learned more than I ever imagined. From all the differences, the difficulties, the homesickness and the new experiences.
It was fun: I partied like hell, 5 de mayo almost every weekend. I traveled around Europe and I met friends that came from all over the world. I didn't need to study too much to have good marks, but I am sure that I learned a lot about my beloved cinema. I saw lots of movies, i made my own. I got to know different tastes, smells and textures. Some I liked, some I didn't. With all I learned.

Things I won't miss:

- The weather (this is obvious)
- The non-existence of napkins
- The rudeness of some waitresses that refuse to give me drinks after 3 am
- The lack of spontaneity from most of the people I met
- The bad journalism

Things I will miss:

- Being drunk at 5 in the afternoon
- Watching films right after they are released
- The british puntuality (Tom's not included)
- The department and the teachers (even though I skipped a quarter of the classes)

And above all.... I'll miss A, B, C, F, J, S and T among many others.

It is time to say good luck. For all of us. Bem hajam.

R.

Sábado, 2 de Maio de 2009

Luísa on Fire!

Mais uma vez um dos meus descendentes a mostrar a sua raça. Não são os primeiros passos, mas a Luisinha com 12 meses apenas a mostrar ao mundo como se anda.... Miss my babies....
video

Sábado, 18 de Abril de 2009

Fitas e mais fitas....

Depois de alguma contabilidade concluí que estes últimos meses andei a ver muitos filme. Nada de anormal se pensarmos que estudo cinema, mas tendo em conta que estive as últimas 4 semanas de férias em Portugal apenas de papo virado para o ar a apanhar sol e a beber caipiroscas a coisa até se torna mais ou menos notável. Tirando uns 15 filmes que vi no contexto universitário (filmes cuja banda sonora vale por si só, retrospectiva Japão dos anos 50, Hong Kong anos 90, França actual, Irão actual e por aí fora....) e que apenas salvaguardo o Chungking Express de Kai War Wong, por ter mexido qualquer coisa cá dentro, prefiro falar de filmes que vi por iniciativa própria, seja em idas ao cinema ou aluguer de DVD (pirata, eu? NUNCA!)



Aqui vão alguns que me lembro e uma injusta (por ser tão redutiva) avaliação de 0 a 20.

- Bride's War (12)
- Choke (15)
- Burn After Reading (12)
- No Country for Old Man (17)
- Young Victoria (15)
- The Duchess (14)
- He is just not that into you (13)
- Two Lovers (16)
- My best friend's girlfriend (14)
- The Wrestler (16)
- Little Children (15)
- Vicky Cristina Barcelona (15)
- Doubt (16)
- Slumdog Millionaire (15)
- The Curious Case of Benjamin Button (14)
- Milk (18)
- Confessions of a Shopaholic (12)
- The Reader (14)
- Camino (16)

Mankind is no Island....

Eu já conhecia, mas deixo aqui a sugestão de um fiel (e anónimo) leitor:

Deixo-te aqui um filme digno do teu blog em que o seu orçamento não passou dos 40$. Mas ganhou o Tropfest, e como tu deves saber, é o maior festival de curtas metragens do mundo. O Tropfest deixou Sydney onde se realizava há já 17 anos e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. Este foi o filme vencedor, feito com a simples câmera de um telemóvel, "Mankind Is No Island".

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

81st Academy Awards


Pela primeira vez em muitos anos consegui o impensável que foi ver praticamente todos os filmes nomeados aos Oscars nas diferentes categorias. Dois motivos: 1º porque estudo cinema. 2º porque vivo em Inglaterra onde os filmes estreiam praticamente ao mesmo tempo que nos EUA (apesar do Benjamin Button ter estreado primeiro em Portugal do que aqui... vai se lá saber...).

Ao observar os nomeados 2008 não foi um grande ano para filmes. Não há nenhum nome que se destaque, motivo pelo qual talvez exista tanta euforia à volta de Slumdog Millionaire um filme que até podia ser bom, mas não é. Se calhar bastava mudar os 10 minutos finais e segundo o que constatei nos circulos cinematográficos onde me movo, esta é uma opinião generalizada. Mudava-se o final irritantemente feliz e até podia ser que nos esquecessemos dos mil e um cliches e a constante falta de verosimilhança que contituem as duas primeiras horas de filme. Danny Boyle também não é um grande realizador, o trabalho que mais gosto dele é o Transpotting, o único onde acredito genuinamente que ele não se perdeu no argumento como aconteceu nitidamente no The Beach.

Falando em campeões de nomeações temos The Curious Case of Benjamin Button, outra desilusão. Este filme tem um óptimo trailer, que deixa água na boca. Mas é só isso. Eu tenho um problema com filmes excessivamente longos, principalmente quando me canso de os ver depois da primeira hora. E o Button... Eu depositava esperanças em David Ficnher e achei que esta podia ser oportunidade de ouro, talvez até receba o Oscar pelo conjunto de trabalhos anteriores, mas.... Este filme do mesmo argumentista do grande Forrest Gump não é mais do que uma história fantasiosa, com pouca consistência e com muitas e estranhas semelhanças com o Run Forrest Run!

The Reader, tem a fabulosa Kate Winslet que com tantas nomeações, não me parece que desta vez lhe escape a estatueta... Mas mais uma vez lá vêm os meus "issues" cinematográficos e que me deixaram imediamente de pé atrás com este filme. Numa Alemanha pós Nazi, toda a gente fala inglês, e ainda por cima com uma tentiva de sotaque alemão só mesmo para irritar. Odeio, odeio, odeio a falta de compromisso que as produções cinematográficas têm com a lingua que deve ser falada no âmbito das historias em questão. O mesmo acontece em Slumdog.... O mesmo continuará a acontecer. E para mim filmes assim, nunca poderão ser grandes filmes. Para além disso The Reader desilude pela falta de consistência nas personagens e um argumento quemerecia ser melhor trabalhado.

Kate Winslet poderá ter pela frente Meryl Streep, que na sua 15ª nomeação constitui o fabuloso elenco de Doubt, um filme aparentemente simples do qual gostei muito. Frost/ Nixon não vi, li más e boas criticas mas dele não vou falar sem ter uma opinião sustentada. A verdade é: não vi porque não me atraiu. E isso parece-me motivo suficiente para não ser o filme do ano.

Chegamos a Milk. Eu adorei Milk. Gus Van Sant é um fabuloso realizador independente que merece o Oscar e o filme, sem ser pretencioso ao contrário dos outros mencionados, conta com uma fidelidade perturbante a história real de Harvey Milk que Sean Penn interpreta de forma fenomenal. Um segundo Oscar para este senhor por favor. É tudo que peço este ano a esta respeitosa (às vezes) Academia.

Secundários: Heath Ledger, sem dúvida. Pode até não ser o melhor, mas toda a gente gosta de uma boa homenagem a puxar à lágrima. Cá entre nós: ele até merece. Nas senhoras divido-me entre Amy Adams, brilhante em Doubt e Penelope Cruz que sem ter uma interpretação de luxo, dava o Oscar na única categoria a que este filme está nomeado. E Vicky Cristina Barcelona merece um Oscar, pelo menos no contexto cinematográfico de 2008.

Melhor filme animado, sem grandes surpresas e sem grandes filmes o Oscar irá para Wall-E, aposto 100 libras com que quiser! Nos argumentos, a minha categoria favorita, original deverá ir para Milk e Adaptado.... Para mim a grande dúvida noite... Talvez nesta categoria Slumdog Millionaire seja um justo vencedor, assim como Benjamin Button, filme de 3 horas adaptado de uma short story.

Como sempre que ganhe o melhor, o que nem sempre acontece... Mas mesmo sabendo disso e com a Industria a atroplear a passos largos a Arte eu continuo fascinada por esta cerimónia, senão mais curiosa com os vestidos, com os discursos e já agora... Com Hugh Jackman... Como será que este caramelo australiano se vai sair???

Amanhã a partir da uma da madrugada na ABC.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Bloody Snow

Eu sei.... Toda a gente vê as fotografias e diz: que lindo, tudo tão branquinho, que sorte estar rodeado de um cenário tão bonito. Para que fique claro: este é um cenário lindo, comovente até, quando se está em casa, com uma mantinha nas pernas, a beber um copo de vinho. Em contrapartida, para quem a vida continua de forma normal, a neve está a revelar-se um inferno vestido de branco na minha vida. Não há autocarros, os taxis recusam-se a vir à área onde vivo por ter muita neve na estrada, os stocks estão a acabar-se nos supermercados e por consequência a minha vida social fica reduzida a muito pouco. Estou literalmente presa em casa, não pude ir ao jantar de anos de uma amiga e corro sérios riscos de perder a minha viagem para Portugal na próxima semana uma vez que, surpresa das surpresas, a linha de comboios está cortada e os voos a serem cancelados. Por isso.... Eu fico aqui com a minha garrafa de champanhe (coisa que ainda havia no supermercado) a curtir a minha sexta feira (forçosamente) de movies night e vocês fiquem com as fotos da odiosa neve nesta pacata cidade chamada Bristol.




(Pictures from BBC Bristol)

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

My Top 10 TV Shows of 2008

- How I Met Your Mother
- Tudors
- Lost
- Entourage
- Californication
- Brothers and Sisters
- Grey's Anatomy
- Gossip Girl
- Private Practice
- Dexter

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Pó de Arroz.

Durante muitas, muitas noites a pequena Raquel adormeceu de lágrimas nos olhos, agarrada ao seu boneco de peluche (ainda não era o George mas sempre existiu um) a pensar na pena que tinha de Carlos Paião e na possibilidade de que um dia o mesmo lhe pudesse acontecer: ser enterrado vivo! Este é um mito urbano que percorreu a minha infância e que a Irene, que trabalhou muitos anos lá em casa, me fazia questão de contar, principalmente antes de eu ir dormir. Eu não sei a veracidade desta história e acho até de mau gosto explorá-la mas o certo é: eu cresci com Carlos Paião. Ouvir as suas músicas traz-me memórias de infância, as mais doces e as mais amagras, substituídas mais tarde por versões ouvidas em noites infindáveis de karaoke no pixote ou tal como esta: cantadas por quem o sabe fazer. Eu gosto do Tiago & dos Mantha. Adorei o concerto deles e um dia hei de postar os videos dessa noite. E assim em jeito de homenagem a uns e a outros a todos a quem a ouvi cantar (sem esquecer a mamã) aqui fica este pó de arroz.



PS- Entre desabafos pessoais e um outro fait divers noto que este blog se está a tornar demasiado musical. Não considero que seja mau, mas se quiserem ler algumas das coisas que vou escrevendo sobre cinema venham aqui.

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Pensamento do dia.

Estar doente de cama é mau.
Estar doente de cama em Bristol é pior.

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Isto é Portugal.


Desde que estou em Inglaterra que aprendi a dar valor a todas as pequenas coisas que me rodeavam no meu dia a dia, seja em Guimarães, seja no Porto. Acima de tudo aprendi a dar valor ao que significa ser português. E acreditem. Significa muito. E apesar de uma ou outra pessoa me acusarem de um certo nacionalismo exacerbado, continuarei a defender o que me orgulha no país tanto como a criticar aquilo que me decepciona. Esta música... Linda... O génio de Carlos Paredes soa-me tão familiar como chegar a casa... Esta música é Portugal...